quinta-feira, setembro 08, 2005

Viagem por Espanha



Aqui há dias estive uns tempos em Barcelona: uma cidade fantástica, organizada - mas Mediterrânica -, limpa e com um ambiente fenomenal. Fui de moto, pelo que atravessei a Espanha profunda: adorei as paisagens soberbas e o espaço imenso entre Madrid e Zaragoza.

Um conselho: partam sem horários e sem reserva de hóteis, porque não é necessário. Se puderem levem um GPS (daqueles que se ligam a um "smart phone" para poderem andar descontraídos sem a preocupação de se perderem, seja a conduzir, seja a pé).

A FJR é uma máquina impecável para viajar; um "dream come true" dos nómadas modernos :-)

quarta-feira, setembro 07, 2005

Katrina


O que tem acontecido em Nova Orleães não é, ao contrário do que alguns dizem, racismo. Também não será a mão de Deus, como clamam outros (a não ser que Deus seja profundamente injusto e utilize sempre para dar as suas "lições" os mais pobres e indefesos).

Creio que é antes a evidência da falência de um certo capitalismo. Um capitalismo que dá tudo a alguns ricos e deixa abaixo do limiar da pobreza mais de 12% da sua população (dos quais 12,9 milhões são crianças). São os "Mac jobs", o sobrendividamento, 23,3 milhões de pessoas a recorrerem aos bancos alimentares, etc. Curioso que os EUA ocupam o oitavo lugar mundial no HDI, mas se se considerasse só a população negra estariam no 35º (abaixo de Portugal que ocupa a 26ª posição).

São estes americanos sem carro, que raramente têm mais de 40 dólares no bolso e sem seguros ou conta no banco que o sistema se esqueceu e deixou para trás.

Parafraseando Churchill, acho que o capitalismo é o pior dos regimes com excepção de todos os outros. Também acredito tenazmente no primado do indivíduo e da sua iniciativa e detesto a prepotência do Estado.

Mas será que não se pode fazer nada para se criar uma civilização mais justa?

terça-feira, setembro 06, 2005

Começo de uma nova casa


Hoje, comecei aqui a construir uma nova casa. Em 1998 fiz a minha primeira página na Internet. Depois estive uns anos sem nada para dizer. Agora, sete anos depois, acho que é tempo de voltar.

Aquilo em que acredito e gosto, as minhas viagens, as minhas artes, um pouco - e porque não - das minhas raivas; enfim: tudo aquilo que acho vale a pena partilhar.

Nada de definitivo, though: o que está fora entra, o que está dentro sai e o que enche escapa-se entre os dedos, enventualmente sem ser tocado.

É uma casa aberta, onde se pode estar bem porque nada é final ou absoluto e de onde se pode sair para sentir outras paragens e respirar outras intimidades.