quarta-feira, março 03, 2010

O meu amigo de 15 anos morreu















Foi meu companheiro fiel durante todos estes anos, passou comigo tanta coisa!

Nunca hesitou na sua amizade nem jamais fingiu sentir o que não sentia. Foi forte, leal, teimoso, temperamental, carinhoso para o dono e os seus, amigo do mar, comilão.

A partir de uma certa altura começou a envelhecer: ouvia menos (tinha uma audição fantástica), corria menos e no fim foi perdendo o apetite...

Mas ainda quatro dias antes de morrer tentou correr atrás de um gato.

Obrigado companheiro por tudo o que me deste. Ficarás para sempre no meu coração.

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quinta-feira, setembro 07, 2006

Novo Rumo



Voltei, depois de um breve interregno noutras tarefas, de novo ao "frisson" da vida de empresário. Se fiquei orgulhoso e me entusiasmei com os projectos de que fui responsável, sobretudo a criação da PDA - que vai, daqui a uns anos, mudar a face da cidade de Aveiro (para melhor, se entretanto os novos "inquilinos" não a destruirem) - agora é tempo de construir outros caminhos e olhar outros horizontes.

A política nunca me seduziu mas, apesar de sempre me procurar meter "na minha vida" e nas minhas funções estritamente técnicas, de vez em quando os políticos lembravam-se de mim... Depois desta experiência só posso dizer que continuarei a ser um "velho" anarquista, como o sou desde os meus 18 anos. Ni Dieu, ni Maître, ni Patron!

Bom, mas mesmo que não o quisesse, o futuro está aí, à porta como sempre, pronto para me desafiar e exigir o melhor de mim mesmo. Vamos procurar não ficar mal na fotografia.

sábado, dezembro 03, 2005

O vómito


Recentemente a chamada "nova maioria" da Câmara de Aveiro achou que deveria despedir-me pelo facto de, ao que se diz, eu ter apoiado a reeleição de Alberto Souto. Para alcançar este objectivo atiraram para a praça pública o meu contrato de trabalho, favorecendo que insinuações miseráveis se fizessem a meu respeito.

Algumas vindas de pessoas simplesmente boçais que acham que se pode impunemente dizer o que quer que seja porque em política tudo é permitido, outras acintosamente, habituadas que estão a nada fazer, a não ser envolverem-se em estratégias de poder em que todos os meios justificam os fins.

Revoltante e miserável. Mas a resposta não deixará de ser dada onde ela doer mais.


sábado, outubro 29, 2005

Eleições autárquicas


Das eleições autárquicas para a Câmara de Aveiro resultou aquilo em que muitos poucos acreditavam: a derrota do Alberto Souto. Espera-se dos novos órgãos autárquicos que façam o seu caminho com o maior sucesso para a cidade. Deseja-se, por outro lado, que não comece a "caça às bruxas", a corrida frenética por cargos e outras benesses e a justificação de um eventual imobilismo com o gasto argumento da "pesada herança".

Há tanta coisa por fazer, apesar de a gestão anterior ter trabalhado com tanto empenho em prol de uma dada visão da cidade, certamente virada para a modernidade. Mas afinal não é isto o que devemos esperar das pessoas que elegemos?

Creio que o gestão municipal - aliás a palavra "política" quer dizer "o governo da cidade" - é a forma mais nobre e desejavelmente mais próxima dos cidadãos do exercício do poder democrático. Às vezes, porém, deixa-se cair no provincianismo e reproduz o que há de pior da "partidarite" e do clientelismo, que lhe está associado...

quinta-feira, setembro 08, 2005

Viagem por Espanha



Aqui há dias estive uns tempos em Barcelona: uma cidade fantástica, organizada - mas Mediterrânica -, limpa e com um ambiente fenomenal. Fui de moto, pelo que atravessei a Espanha profunda: adorei as paisagens soberbas e o espaço imenso entre Madrid e Zaragoza.

Um conselho: partam sem horários e sem reserva de hóteis, porque não é necessário. Se puderem levem um GPS (daqueles que se ligam a um "smart phone" para poderem andar descontraídos sem a preocupação de se perderem, seja a conduzir, seja a pé).

A FJR é uma máquina impecável para viajar; um "dream come true" dos nómadas modernos :-)

quarta-feira, setembro 07, 2005

Katrina


O que tem acontecido em Nova Orleães não é, ao contrário do que alguns dizem, racismo. Também não será a mão de Deus, como clamam outros (a não ser que Deus seja profundamente injusto e utilize sempre para dar as suas "lições" os mais pobres e indefesos).

Creio que é antes a evidência da falência de um certo capitalismo. Um capitalismo que dá tudo a alguns ricos e deixa abaixo do limiar da pobreza mais de 12% da sua população (dos quais 12,9 milhões são crianças). São os "Mac jobs", o sobrendividamento, 23,3 milhões de pessoas a recorrerem aos bancos alimentares, etc. Curioso que os EUA ocupam o oitavo lugar mundial no HDI, mas se se considerasse só a população negra estariam no 35º (abaixo de Portugal que ocupa a 26ª posição).

São estes americanos sem carro, que raramente têm mais de 40 dólares no bolso e sem seguros ou conta no banco que o sistema se esqueceu e deixou para trás.

Parafraseando Churchill, acho que o capitalismo é o pior dos regimes com excepção de todos os outros. Também acredito tenazmente no primado do indivíduo e da sua iniciativa e detesto a prepotência do Estado.

Mas será que não se pode fazer nada para se criar uma civilização mais justa?

terça-feira, setembro 06, 2005

Começo de uma nova casa


Hoje, comecei aqui a construir uma nova casa. Em 1998 fiz a minha primeira página na Internet. Depois estive uns anos sem nada para dizer. Agora, sete anos depois, acho que é tempo de voltar.

Aquilo em que acredito e gosto, as minhas viagens, as minhas artes, um pouco - e porque não - das minhas raivas; enfim: tudo aquilo que acho vale a pena partilhar.

Nada de definitivo, though: o que está fora entra, o que está dentro sai e o que enche escapa-se entre os dedos, enventualmente sem ser tocado.

É uma casa aberta, onde se pode estar bem porque nada é final ou absoluto e de onde se pode sair para sentir outras paragens e respirar outras intimidades.